Edvaldo Borges da Cruz

Mestre Lua de Bobó, nasceu em Arembepe, no ano de 1950, ainda pequeno vai com a mãe - Dna. Maria Borges da Cruz, morar em Salvador, no bairro da Engomadeira.

Por volta de seus 15 anos conhece Mestre Bobó (Sr. Milton Santos) levado pelo amigo Bel. Primeiramente, treinou no fundo de quintal, “em terra batida”,



no Dique Pequeno do Tororó, em Salvador, BA, sempre na Academia de Capoeira Angola Cinco Estrelas.

Por esta academia passaram muitos capoeiristas além de ilustres visitantes. Como canta Mestre Lua de Bobó, “Mestre Bobó me ensinou com toda dedicação, agradeço a Deus do céu, o grande homem de valor, sou discípulo que aprende sou Mestre que dou lição”, Mestre Lua de Bobó tem a sua tradição”.

Passaram pela academia muitos capoeiristas, além de muitos outros ilustres visitantes..

Acompanhando seu Mestre por mais de 20 anos, inicialmente sendo chamado de “Olhar para Lua”, com o tempo passa a ser chamado pela capoeiragem baiana de Mestre Lua de Bobó, e em 1987, no Dique do Tororó, no clube Vasco da Gama, recebe oficialmente seu diploma de Mestre de seu Mestre Bobó (Sr. Milton Santos).

Após funda o Grupo de Capoeira Angola Menino de Arembepe (GCAMA) quando começa a ensinar na cidade de Arembepe e em Salvador BA no Clube de Regatas Vasco da Gama, no Dique do Tororó.

A partir de 1987 o Mestre inicia a tradição de realizar seu Encontro anual sempre em data próxima ao seu aniversário e do grupo, no mês de janeiro.

Forma 3 Mestres, Eliseu Valverde em Salvador BA, hoje não mais na ativa, José de Almeida o Mestre Zequinha da Escola Raiz de Angola de Piracicaba SP e seu filho mais velho Erivaldo Borges da Cruz o “Malhado”, durante seu Encontro Anual de 2015 em Arembepe BA.

Mestre Lua transmite seus ensinamentos de capoeira angola a seus 2 filhos, Eri e Ari, que desde cedo acompanham o Mestre, participando inclusive dos treinos de Mestre Bobó em vida. Estes tornam-se seus discípulos e devem dar continuidade a seus ensinamentos.

Em 1990 realiza sua primeira viagem ao exterior, quando vai demonstrar sua arte em Atlanta, EUA. Esta é a primeira de muitas outras viagens ao exterior onde seu talento é reconhecido e aplaudido.

Ainda na década de noventa, após passar um período bastante doente, falece Mestre Bobó, aos 65 anos.

Por uma série de razões, o Mestre deixa o Dique em 2001 e começa o projeto de construir o espaço próprio do grupo no antigo terreno da família, em Arembepe, Camaçari, BA, Brasil. Assim, intensificam-se suas viagens pelo Brasil e exterior, semeando a energia angoleira por onde passa. Em 2005 inaugura seu espaço em mais um Encontro anual passando este a ser a sede do seu Grupo GCAMA.